História do Casamento: Roma Antiga
terça-feira, 17 de setembro de 2013 20:11
Postado por Marcelo

No início
não existia cerimônia em si, bastava apenas que o casal morasse junto para
concretizar uma união. Posteriormente apenas cidadãos romanos eram permitidos de
casar, desde que estivessem enquadrados nas regras do direito a se casar, da
idade e do consentimento dos pais. Os homens normalmente se casavam com 30 anos
de idade e as mulheres a partir dos 14 ou 15 anos.
Era
realizado um noivado onde se fazia uma celebração com as duas famílias, nesse
momento o noivo presenteava a pretendente com um anel de ferro (mais tarde se
tornou de ouro) a ser colocado no dedo anular da mão esquerda. Acreditava-se na
antiguidade que esse dedo se comunicava ao coração por um nervo. Depois era
assinado o contrato nupcial com os termos e o valor do dote, um banquete era feito
e o casamento era realizado alguns meses a dois anos depois.
A
Importância da Data
Os
casamentos deveriam ser realizados em datas favoráveis. O melhor período era a segunda
metade do mês de Junho, data que se comemorava o apogeu do mundo. Nem pensar em
casar no mês de Maio, pois era celebrado o Lemuria
(festa dos mortos), pois acreditava-se que os que o fizessem morreriam em pouco
tempo. Também não era convincente casar nos dias festivos, porque os convidados
participariam desses eventos e não estariam presentes. As viúvas escolhiam muitas vezes essas datas
para se casarem novamente.
Cerimônia
A noiva
fazia uma série de procedimentos. Desfazia-se de seus objetos de infância e
pessoais e colocava uma túnica branca. Colocava-se um cinto com um nó especial Cingulum em alusão a Hércules que teve
mais de 70 filhos, esse cinto só era retirado pelo esposo após o casamento
consumado. Com um ponta de lança o cabelo era dividido em 6 madeixas presas por
uma fita de lã. A cabeça era depois coberta com um véu alaranjado, o Flammeum. Por cima do véu, era colocado uma coroa de
manjerona e verbena (na época imperial, começou a se usar a de laranjeiras). Os
sapatos da noiva tinham a mesma cor do véu.
A festa,
com uma sequência de atos e rituais, ocorria até o anoitecer. Depois disso, era
organizado um cortejo para levar a noiva até a casa do marido. Ela era
acompanhada por três meninos, dois de mãos dadas ao lado da noiva e o terceiro
mais a frente, eles levavam a roca e fuso (símbolos domésticos, já que uma das
principais funções da esposa era fazer as roupas da família).
As pessoas
que acompanhavam o cortejo iam gritando o nome Thalasse, divindade protetora do casamento. Recitavam versos,
alguns picantes e atiravam nozes apanhadas pelas crianças.
O marido ia
antes para a residência e a recebia com um ritual de fogo e água. Ele a pegava
no colo para que ela não tropeçasse, já que esse acontecimento nesse momento poderia
gerar azar ao casal. A noiva entrava no quarto e com a ajuda de uma outra
mulher, Pronubia, se despia para o
noivo entrar e consumar o casamento. Nisso a festa continuava rolando na casa
do marido agora.
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18 de setembro de 2013 às 10:48
Muito legal a história, bom conhecer um pouco da origem do casamento! :)
bjs
fernandamouta.blospot.com